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Estratégia

As telas do shopping já custam. Elas podem faturar.

As telas já estão instaladas e já custam. Como transformá-las em inventário de mídia vendável para os próprios lojistas.

ETEquipe TagLine ·Publicado em 02 de set. de 2026 ·3 min de leitura
Corredor de shopping com fluxo de pessoas
Foto: Masood Aslami / Pexels

Um shopping médio tem entre 10 e 40 telas espalhadas — corredores, praça de alimentação, estacionamento, elevadores. Quase todas exibem logo, horário de funcionamento e um vídeo institucional em loop. É inventário de mídia parado, com custo de manutenção e zero receita.

Passo 1: montar o inventário

Não existe venda de mídia sem inventário. Antes de falar em preço, mapeie cada ponto:

DadoPor que importa
Localização exataDefine o valor do ponto (praça vale mais que corredor de serviço)
Tipo e tamanho da telaDetermina o formato aceito
Fluxo estimado no localBase do argumento comercial
Tempo médio de permanênciaPraça permite peça longa; corredor não
Horário de operaçãoQuantidade de inserções disponíveis por dia
Sem esse mapa, não há proposta

Lojista não compra "propaganda no shopping". Ele compra "10 inserções por hora, na praça de alimentação, das 11h às 15h". A diferença entre as duas frases é o inventário.

Passo 2: definir a grade de veiculação

Um ciclo de tela tem tempo finito. A conta é simples: se o ciclo tem 3 minutos e cada peça dura 15 segundos, cabem 12 posições. Reserve parte para conteúdo do próprio shopping e venda o restante.

A proporção que costuma funcionar mantém a maioria das posições comercializáveis e preserva espaço para o institucional — porque tela 100% comercial cansa o público e derruba o valor do ponto.

Passo 3: precificar

Operação própria de shopping raramente vende por CPM — vende pacote mensal por ponto ou por conjunto de pontos. É mais simples de explicar ao lojista e mais fácil de operar.

A estrutura de pacote que o lojista entende
  • Quantidade de inserções por hora e faixa de horário
  • Em quais pontos a peça vai aparecer
  • Duração do contrato (mensal costuma ser o ponto de entrada)
  • Se a produção da arte está inclusa ou é do lojista
  • Prazo de troca de criativo

Passo 4: vender para quem já está dentro

O primeiro cliente de mídia do shopping é o próprio lojista: ele já paga aluguel, já quer mais fluxo e já está a poucos metros da tela. Como estruturar essa oferta está em como vender mídia para os lojistas.

Passo 5: operar sem virar um problema

O que mata operação de mídia em shopping é a troca de criativo. Se cada mudança exige técnico, pendrive ou visita ao ponto, o custo operacional come a receita. Publicação remota, por grupos de telas, é o que torna a operação viável com equipe pequena.

O erro de começar pelo preço

Muito shopping tenta vender antes de organizar o inventário — e acaba cobrando por "aparecer na tela", sem definir frequência, horário nem ponto. O lojista não vê retorno, não renova, e o shopping conclui que "mídia interna não funciona". O problema não era a mídia; era a falta de especificação.

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Perguntas frequentes

Preciso de uma equipe de mídia para começar?+

Não. A maioria dos shoppings começa com a equipe de marketing existente vendendo para os próprios lojistas. Equipe dedicada só se justifica quando entram anunciantes de fora.

Posso vender para marcas de fora do shopping?+

Pode, e costuma pagar mais. Mas é a segunda fase: sem histórico de veiculação e sem dados de fluxo organizados, a negociação com agência fica frágil.

Quantas telas justificam começar?+

A partir de meia dúzia de pontos bem localizados já dá pra montar um pacote vendável. O que importa mais é a qualidade do ponto, não a quantidade.

E o conteúdo institucional do shopping?+

Continua — e deve continuar. Ele é o que sustenta a percepção de que a tela é do shopping, e não um painel publicitário qualquer.

ET
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