A conversa mais fácil de mídia que existe: você vende para alguém que já está no seu prédio, já paga aluguel, já conhece o fluxo e já quer que mais gente entre na loja dele. Ainda assim, a maioria dos shoppings não faz essa oferta.
O argumento que funciona com lojista
Lojista não compra "visibilidade". Ele compra gente entrando na loja. A proposta precisa falar essa língua:
| Argumento fraco | Argumento que vende |
|---|---|
| "Sua marca nas telas do shopping" | "Sua promoção na praça, das 11h às 15h, quando o público almoça" |
| "Grande visibilidade" | "12 aparições por hora no corredor do seu piso" |
| "Mídia digital moderna" | "O cliente vê a oferta 40 metros antes de passar na sua porta" |
| "Pacote a partir de R$ X" | "Custa menos que um dia de vendedor extra" |
Telas próximas à loja do anunciante. Proximidade converte melhor que alcance — e é o argumento mais concreto que existe.
Os formatos de pacote que costumam funcionar
- Pacote de proximidade: só as telas do piso ou da ala da loja. Barato, converte bem, é a porta de entrada.
- Pacote de praça: praça de alimentação, para operações de food e serviços.
- Pacote full: todos os pontos, para lançamento e datas comemorativas.
- Pacote sazonal: Natal, Dia das Mães, volta às aulas — vendido com antecedência e com preço de temporada.
A objeção número um: "não tenho arte"
É a objeção que mais mata contrato de mídia interna. Lojista pequeno não tem designer e a arte do Instagram não serve na tela deitada. Duas saídas:
- Oferecer modelos prontos, onde o lojista só troca foto e preço
- Cobrar uma taxa de produção simbólica pela primeira arte
- Exigir formato correto (16:9) e definir prazo de entrega no contrato
- Ter um padrão mínimo de qualidade — peça feia no seu ponto desvaloriza o inventário inteiro
A prova que garante a renovação
O contrato de mídia se perde na renovação, quando o lojista pergunta "e aí, deu resultado?". Se você não tem o que mostrar, a resposta vira opinião. Registre e apresente: em quais pontos a peça rodou, quantas vezes e em quais dias.
Some a isso o dado do lojista (movimento, vendas do item promovido) e a renovação deixa de ser negociação e vira consequência. A base operacional disso está em como monetizar as telas do shopping.
Uma regra para não desvalorizar o inventário
Não venda todas as posições do ciclo. Tela saturada de anúncio perde audiência e o próximo anunciante paga menos. Escassez planejada é o que sustenta o preço no ano seguinte.
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Testar grátisPerguntas frequentes
Que preço cobrar do lojista?+
Comece por um valor que caiba no orçamento de marketing de uma loja pequena e que se pague na primeira dezena de contratos. Ajuste com base na demanda: fila de espera por um ponto é sinal claro de que o preço está baixo.
Devo vender contrato longo?+
Mensal converte mais no começo, porque reduz o risco percebido. Contratos longos vêm depois, quando o lojista já viu efeito.
E se o lojista quiser exclusividade de categoria?+
É um bom produto premium — cobra-se mais por isso. Só defina antes quantas categorias você consegue bloquear sem inviabilizar a venda do inventário.
Vale incluir mídia no pacote do aluguel?+
Incluir de graça costuma desvalorizar o produto. Funciona melhor como benefício de campanha pontual (primeiro mês do lojista novo, por exemplo) do que como item permanente do contrato.
