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Estratégia

Vender mídia para o lojista: a negociação mais fácil do shopping

O lojista já paga aluguel e já quer mais fluxo. O que falta é uma oferta específica — e uma prova de que a peça foi ao ar.

ETEquipe TagLine ·Publicado em 02 de set. de 2026 ·3 min de leitura
Vitrines de lojas no corredor de um shopping
Foto: Berna / Pexels

A conversa mais fácil de mídia que existe: você vende para alguém que já está no seu prédio, já paga aluguel, já conhece o fluxo e já quer que mais gente entre na loja dele. Ainda assim, a maioria dos shoppings não faz essa oferta.

O argumento que funciona com lojista

Lojista não compra "visibilidade". Ele compra gente entrando na loja. A proposta precisa falar essa língua:

Argumento fracoArgumento que vende
"Sua marca nas telas do shopping""Sua promoção na praça, das 11h às 15h, quando o público almoça"
"Grande visibilidade""12 aparições por hora no corredor do seu piso"
"Mídia digital moderna""O cliente vê a oferta 40 metros antes de passar na sua porta"
"Pacote a partir de R$ X""Custa menos que um dia de vendedor extra"
A venda mais fácil do inventário

Telas próximas à loja do anunciante. Proximidade converte melhor que alcance — e é o argumento mais concreto que existe.

Os formatos de pacote que costumam funcionar

  1. Pacote de proximidade: só as telas do piso ou da ala da loja. Barato, converte bem, é a porta de entrada.
  2. Pacote de praça: praça de alimentação, para operações de food e serviços.
  3. Pacote full: todos os pontos, para lançamento e datas comemorativas.
  4. Pacote sazonal: Natal, Dia das Mães, volta às aulas — vendido com antecedência e com preço de temporada.

A objeção número um: "não tenho arte"

É a objeção que mais mata contrato de mídia interna. Lojista pequeno não tem designer e a arte do Instagram não serve na tela deitada. Duas saídas:

Como remover essa barreira
  • Oferecer modelos prontos, onde o lojista só troca foto e preço
  • Cobrar uma taxa de produção simbólica pela primeira arte
  • Exigir formato correto (16:9) e definir prazo de entrega no contrato
  • Ter um padrão mínimo de qualidade — peça feia no seu ponto desvaloriza o inventário inteiro

A prova que garante a renovação

O contrato de mídia se perde na renovação, quando o lojista pergunta "e aí, deu resultado?". Se você não tem o que mostrar, a resposta vira opinião. Registre e apresente: em quais pontos a peça rodou, quantas vezes e em quais dias.

Some a isso o dado do lojista (movimento, vendas do item promovido) e a renovação deixa de ser negociação e vira consequência. A base operacional disso está em como monetizar as telas do shopping.

Uma regra para não desvalorizar o inventário

Não venda todas as posições do ciclo. Tela saturada de anúncio perde audiência e o próximo anunciante paga menos. Escassez planejada é o que sustenta o preço no ano seguinte.

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Perguntas frequentes

Que preço cobrar do lojista?+

Comece por um valor que caiba no orçamento de marketing de uma loja pequena e que se pague na primeira dezena de contratos. Ajuste com base na demanda: fila de espera por um ponto é sinal claro de que o preço está baixo.

Devo vender contrato longo?+

Mensal converte mais no começo, porque reduz o risco percebido. Contratos longos vêm depois, quando o lojista já viu efeito.

E se o lojista quiser exclusividade de categoria?+

É um bom produto premium — cobra-se mais por isso. Só defina antes quantas categorias você consegue bloquear sem inviabilizar a venda do inventário.

Vale incluir mídia no pacote do aluguel?+

Incluir de graça costuma desvalorizar o produto. Funciona melhor como benefício de campanha pontual (primeiro mês do lojista novo, por exemplo) do que como item permanente do contrato.

ET
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